O melhor da cultura gastronômica chilena

Nos últimos anos, o Chile passou por mudanças na gastronomia, mas os chilenos seguem cultivando a tradição dos seus principais pratos e o jeito local de cozinhar: sem muito tempero e preservando o sabor natural dos alimentos. Com reconhecimento internacional, o país andino tem muito do que se orgulhar de sua gastronomia e, claro, da qualidade dos vinhos.

Com uma gastronomia relevante em nível mundial, o Chile se destaca pela sua pluralidade de pratos e bebidas. De ponta a ponta, o país apresenta grande variedade cultural, e sua culinária é reflexo dessa importante característica do país. Viajando pelo território chileno, é possível perceber que a gastronomia local se resume basicamente em legumes, frutos do mar e carne.

Algumas das comidas tradicionais chilenas são: ceviche (peixe cru e frutos marinados em suco de frutas cítricas); pastel de choclo (recheado com carne moída, cebolas azeitonas e ovo cozido, a massa é feita de farinha de milho adoçado); pebre (simples mistura de tomate picado, cebola, coentro e pasta de pimenta vermelha); prietas (salsichas tipicamente chilenas servidas com purê de batatas, arroz e fritas) e curanto (uma mistura de mariscos, peixes, carne e batatas).

Reflexo da atual qualidade da gastronomia chilena, há cerca de dois anos, de forma inédita, o país foi representado na World Patry Cup realizada em Lyon, na França. E para ficar ainda melhor para o país andino, o chileno Gustavo Saez, na mesma edição, foi eleito o melhor cozinheiro chefe de bolos da América Latina.

Por ser banhado pelo Oceano Pacífico, obviamente há uma grande variedade de frutos do mar em solo chileno. Entretanto, há uma diferença gastronômica de qualidade entre Santiago, capital do Chile, e boa parte do resto do país.

“Há dois Chiles, gastronomicamente”, diz Juan Antonio Eymin, diretor da Associação Chilena de Alimentos e Vinho. “Há Santiago — o que não é o Chile — e há o resto do Chile. A qualidade fora da capital é menor”.

Sobre a forma de temperar dos chilenos, ao contrário dos brasileiros, eles não gostam de exceder muito nos temperos, como explica Juan Cristobal, Mestre em Gastronomia. “No Chile gostamos de uma comida saborosa, mas somos ensinados a preservar o sabor natural de cada alimento. O sal e o pebre ficam na mesa para quem quiser dar um toque pessoal ao alimento, mas como regra, ele é preparado sempre pensando em preservar o sabor original. Os brasileiros não curtem isso”, finaliza ele.

Um dos principais produtores de vinho da América Latina, bebida tem grande valor cultural no país. “Não podemos esquecer que do norte ao sul do Chile o vinho está muito presente nas refeições, cabendo a ele a responsabilidade de dar o sabor a uma refeição”, afirma o enólogo Jaime Diaz.

A área de cultivo da uva chilena é muito menor que da Argentina, por exemplo, mas produz excelentes vinhos internacionalmente reconhecidos. São sete principais produtores de vinho no Chile (controlam mais de 55% do vinho no país). São eles: Concha y Toro, San Pedro, Montes, Emiliana, Veramonte, Lapostolle e Santa Rita. Mas também há outras marcas de boa qualidade e preço acessível.

“O desenvolvimento da indústria vitivinícola chilena está diretamente associado às políticas de abertura comercial com o resto do mundo”, reconhece Cristián Ceppi, diretor corporativo de exportações para o hemisfério sul da Concha y Toro.

Com uma culinária local mundialmente reconhecida e os tradicionais vinhos chilenos que são muito populares em toda América, o Chile certamente está na rota dos países mais atraentes quando o assunto é comes e bebes. Mais um motivo para visitar esse país que é um grande destino para os brasileiros.

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