Carabao – Vai encarar?

Presente em países como Inglaterra, Bélgica e China, a marca tailandesa Carabao chegou ao mercado de energéticos brasileiro no início desse ano, mas ainda sofre para montar estrutura e distribuição, e está longe da meta de vendas.

“Carabao” significa búfalo em tailandês, símbolo da marca. A proposta do produto é simples: oferecer a todos os consumidores com vidas estressantes e ocupadas uma bebida que se encaixa perfeitamente em seu lifestyle, aumenta o nível de energia e ainda oferece um sabor delicioso sem comparação. Carabao pode ser apreciado a qualquer hora do dia por qualquer pessoa e tem benefícios reconhecidos por especialistas da saúde.

A empresa foi criada em 2002 por Aed Carabao, popular cantor de folk da Tailândia conhecido como ‘a voz do povo’. Em apenas dez anos, a empresa conquistou 17% do segmento de bebidas energéticas no país. No ano de 2016 arrancou a sua expansão para fora do Continente Asiático entrando na Europa via Inglaterra. Chega ao Brasil em 2017 com o objetivo de se tornar líder no setor nos próximos anos. Mas a empresa ainda está fechando contratos de distribuição – principalmente nos últimos dias quando contratou novos profissionais, inclusive desfalcando a Red Bull, a líder folgada da categoria, com quase 50% das vendas de produtos totais e até 60% só em latinhas.

As latinhas da Carabao têm distribuição ainda muito restrita (Lojas Americanas, FlaBoutique e jogos do Flamengo, Drogaria Venancio, Multimarket, SuperPrix, Supermercado Princesa e Maringá): apenas no Rio de Janeiro, principalmente, e em Vitória -, mas ainda longe das grandes redes varejistas, que são responsáveis por 30% da distribuição das bebidas, segundo medições do mercado. Numa das poucas varejistas, a rede de mercado SuperPrix, com 14 lojas no Rio de Janeiro, as vendas mensais são de duas mil unidades, em média. No mesmo patamar da líder Red Bull, informou o SuperPrix.

Apenas com Facebook, Instagram e Twitter para divulgação de ações, a Carabao ainda não tem site ou assessoria de imprensa própria – contratou assessoria apenas para o lançamento em dezembro do ano passado – e lida com burocracias típicas brasileiras para se fixar no mercado nacional.

Mas também deixou para trás – ou pelo menos adiou – algumas ações. Na época de lançamento, havia expectativa de entrada mais firme no Carnaval com latas personalizadas.

Os produtos são importados, não são fabricados aqui no país. O que significa que, além de mal distribuído, a oferta é muito menor que a demanda.

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